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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Prêmio Nobel para Obama é merecido ao menos para mostrar ao mundo que todos " Podem" Não importa a cor, religião ou origem.


O presidente dos EUA, Barack Obama, venceu o Prêmio Nobel da Paz na edição 2009. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega, pelo comitê do Nobel.

O prêmio foi dado por conta dos apelos do presidente pelo desarmamento nuclear e por seu trabalho pela paz mundial.

"O comitê deu muita importância à visão e aos esforços de Obama na perspectiva de um mundo sem armas nucleares", disse o presidente do Comitê Nobel da Noruega, Thorbjoern Jagland. "Muito raramente uma pessoa com a influência de Obama capturou a atenção do mundo e deu às pessoas a esperança de um futuro melhor."

O comitê também citou por os "esforços extraordinários" do democrata "para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O negro ainda sofre discriminação para ter acesso ao mercado de trabalho


O negro ainda sofre discriminação para ter acesso ao mercado de trabalho. Quando consegue um emprego, na maioria das vezes recebe salário abaixo da média, se comparado com o trabalhador branco, apesar de ter o mesmo nível de escolaridade.
A constatação foi feita durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (1º) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que reuniu representantes de diversas entidades para debater a situação do negro no mercado de trabalho.
Mário Lisboa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reconheceu que o índice de desemprego é maior entre trabalhadores negros. Ele atribuiu esse fator à existência do racismo no Brasil, "que deve ser combatido sob pena de o país continuar sendo o campeão da desigualdade".
Já o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, manifestou otimismo com relação a avanços na luta contra as desigualdades raciais e ascensão das minorias na pirâmide social brasileira. Ele disse que o governo vem formulando políticas públicas para reduzir qualquer tipo de discriminação, "dialogando com todos os segmentos, incluindo os coorporativos, para que se produza a promoção da igualdade racial".
Mesma posição otimista foi manifestada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Ele destacou a existência de mecanismos para reduzir a discriminação em todo país, a exemplo do PLS 285/06, de sua autoria, que autoriza o Poder Executivo a instituir o programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados.
Autor do requerimento que resultou na realização da audiência pública, Paim, no entanto, reconheceu que a população negra ainda sofre discriminação, principalmente no ingresso, ascensão e remuneração no mercado de trabalho.
Para o senador José Nery (PSOL-PA), a reunião serviu para ampliar a proposta de inclusão social para a população negra brasileira, com destaque para o pleno acesso ao mercado de trabalho.
Evidências
O procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), Otávio Brito Lopes, reconheceu a existência da exclusão do negro no mercado do trabalho. Como exemplo, e tomando por base estudos, informou que o trabalhador negro, comparado com trabalhadores brancos, ocupa cargos intermediários com nível salarial abaixo da média, apesar de possuir a mesma escolaridade.
Otávio Lopes informou que essa realidade ocorre principalmente no setor supermercadista. Ele aproveitou a oportunidade para anunciar que o Ministério Público do Trabalho irá iniciar ações para que a discriminação diminua nesse segmento do mercado de trabalho, a exemplo do que foi feito na área bancária.
Em apoio às afirmações do procurador do Trabalho, Mário Sérgio Fernandes, representante da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) disse que a valorização da diversidade "é importante para as pessoas, para a sociedade e para os negócios". Ele reconheceu, no entanto, que ainda há muito por fazer, uma vez que, conforme informou, apenas 19% do total de funcionários que trabalham nos bancos brasileiros são negros.
Também tomou parte dos debates Alberto Borges de Araújo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele garantiu que a entidade que representa vem realizando ações voltadas para a erradicação de qualquer tipo de discriminação.
Já Frei David Santos, coordenador da Rede Pré-Vestibulares Comunitários e Educação para Afrodescendentes e Carentes (Educafro), defendeu a ampliação do diálogo com entidades coorporativas, como a Febraban e a CNI, com o objetivo de aprofundar as metas de inclusão social.
Cida Bento, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade, e Roberto Lopes, da Divisão Sindical da Confederação Nacional do Comércio (CNC), também tomaram parte dos debates.
Cláudio Bernardo / Agência Senado

Para sociólogo, problema brasileiro não é de raça mas de desigualdade de classe


A desigualdade social é o problema mais marcante no Brasil. Para o sociólogo Jessé Souza, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, apesar de o racismo ser um "drama real, virulento e que infringe dor e sofrimento para toda uma vida, o aspecto invisível da desigualdade social nunca foi a raça, mas sim o pertencimento à classe social".
"O dado da raça torna esse processo de classificação social ainda mais difícil para algumas pessoas, mas não o explica na sua dimensão mais essencial nem é o dado mais determinante. Apenas a incrível cegueira com relação à reprodução da desigualdade de classes pode explicar que se fale sempre em raça e nunca em classes. Tudo entre nós serve para tornar as classes, o esquema mais fundamental de produção de desigualdades e injustiças de todo tipo, invisível", analisa o sociólogo que organizou o livro A Ralé Brasileira: quem é e como vive.
No livro, o intelectual alinha mais tijolos na construção de uma teoria social sobre a modernidade brasileira, que se caracteriza por um agudo processo de desigualdade social. O livro fala sobre a brasilidade e sobre as desigualdades de classe, gênero e cor.
O sociólogo acredita que, como apenas as raças são visíveis, o debate se torna pobre e superficial. Segundo Jessé, a raça sempre serviu com sua própria ''visibilidade'' - para obscurecer a classe desde a construção do mito do encontro racial. Nesse mito, "as raças encobrem as classes e a mestiçagem é percebida como prova empírica de uma nação com mobilidade social e abertura".
Jessé Souza se opõe ao "gueto do racialismo" e tenta com a sua teoria social mostrar que a desigualdade "tem a ver, antes de qualquer outra coisa, com processos pré-reflexivos e emocionais em ação desde a mais tenra idade e no seio da família", teoriza o sociólogo sobre a reprodução das classes sociais.

Saiba quais são os direitos dos idosos garantidos por lei


Nesta quinta-feira, 1º de outubro, é comemorado o Dia Nacional do Idoso. A data foi escolhida porque marca a criação do Estatuto do Idoso, em 2003, lei que garante direitos à população com idade igual ou superior a 60 anos, e estabelece punições a quem desrespeitar o idoso e agir com preconceito.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, o número de idosos no país ultrapassava os 21 milhões, o que equivale a 11,1% da população brasileira. A região com o maior número de idosos é o Sudeste, com mais de 5 milhões, seguida por Nordeste (3 milhões), Sul (1,8 milhão), Centro-Oeste (663 mil) e Norte (563 mil).

Também nesta quinta-feira, a Associação Nacional dos Defensores Públicos lança a cartilha "Defensor Público. Amigo do Idoso". O material pretende promover a conscientização sobre os direitos dos idosos e facilitar o acesso dessa população à Justiça.